Estudantes aquecem mercado de locação em Maringá
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013Aproximadamente 20% dos alunos do ensino superior da cidade de Maringá são de fora e fixam residência na cidade para a conclusão dos estudos, segundo estimativa do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Noroeste do Estado do Paraná (Sinepe-NOPR).
Eles, somados aos demais estudantes do ensino médio que vêm de outras cidades de olho nas vagas das instituições de ensino superior locais, movimentam o mercado de locação de imóveis nestes primeiros meses do ano.
Lúcia de Castro Siqueira é gerente de Locação de uma imobiliária e afirma que quatro em cada cinco imóveis locados na cidade, de janeiro a março, deverão ser destinados a estes estudantes. “Os alunos e pais começaram a pesquisar preços e já temos vários negócios concretizados”, diz.
Segundo Lúcia, bairros próximos aos centros de ensino superior e de cursinhos pré-vestibulares continuam sendo os mais disputados.
Nestas áreas, o valor mensal do aluguel varia de R$ 1 mil a R$ 1.200 para casas com até três quartos (geralmente usadas para a constituição de repúblicas estudantis) e de R$ 500 a R$ 600 para apartamentos com um quarto e quitinetes.
“Ainda há várias opções disponíveis, mas quem demorar para escolher corre o risco de não encontrar o imóvel no bairro e com as características desejadas”, avisa a gerente de Locação.
A estudante do quarto ano de Administração Laira Gomes Gonçalves é da cidade de Dracena, no interior da cidade de São Paulo, e conhece bem a dificuldade que é locar um imóvel na última hora.
No final de fevereiro do ano passado, ela teve que procurar um imóvel menor, com a saída da colega de quarto, e conta que gastou muita sola de sapato atrás de outro, que conciliasse bom preço e localização. “Fiquei mais de um mês à procura de uma casa”, recorda Laira.
Compacto
A verticalização dos imóveis para estudantes já é uma realidade em vários bairros da cidade.
De acordo com Marcelo Liberati, diretor de Condomínios da delegacia regional do Sindicato da Habitação e Condomínios (Secovi), dos 1.100 prédios pelo menos 200 são destinados especialmente para estudantes.
São apartamentos e quitinetes compactos, que dispõem de 20 a 30 metros quadrados de área, sendo que alguns destes empreendimentos oferecem, inclusive, biblioteca e salas de estudo com internet.
“A orientação é que o aluno/inquilino opte por um edifício onde ele se sentirá mais à vontade tanto para estudar como para se relacionar harmoniosamente com a vizinhança” completa Liberati.
Fonte: O Diário


